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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O Cara da Tatuagem

POR: Raquel Morelli

Eu estava na fila da biblioteca, quando ele surgiu. Alto, magro, com uma camiseta xadrez vermelha e preta e com o capuz praticamente cobrindo não só a cabeça, mas o rosto também.

De longe eu o avistei... Visual despojado, jeito meio "largado". Quando ele se aproximava, reparei que ele tinha uma tatuagem no tornozelo direito. Tatuagem esta que de longe não dava para reparar em qual seria o desenho... Mas parecia que contornava o tornozelo. Era grande, mas bonita e simples.
Ele estava de chinelos e com uma bermuda bege. Quando ele se aproximava reparei em seu rosto: tinha barba. Ele segurava um livro.
Quando ele estava sendo atendido, a menina em sua frente disse algo para a mulher que o atendia e ele riu e fez  piada.
O cara tinha um sorriso lindo por trás daquele capuz. E tinha também, senso de humor.
Tentei reparar ao máximo em qual era o livro que ele iria retirar, mas não consegui. Logo ele saiu, caminhando até seus amigos. Percebi que eles conversaram um pouco e se foram.
            Ele se foi. 

E eu não consegui descobrir nem ao menos o nome do livro, para poder ter uma pista do curso que ele fazia (e tirar algumas "pré conclusões").
 Aquele cara da tatuagem, de algum modo me marcou. Passaria batido por mim, mas a fisionomia dele não saiu até agora da minha cabeça...
Fiquei imaginando o motivo daquela tatuagem, fiquei imaginando o desenho. Fiquei imaginando também em como seria seu cabelo, que estava coberto pelo capuz. Imaginei sua personalidade, se ele ia à festas, se usava drogas, enfim, imaginei seu jeito de ser .
E imaginei se eu, algum dia, o encontraria novamente, por aí...

terça-feira, 7 de junho de 2011

SOBRE MENINOS E BOLOS (Parte I)

-Preciso falar uma coisa, isso está me sufocando..., Lisa disse em direção ao namorado, Rodrigo.
-Fala, eu estou aqui te ouvindo.
-Não sei se quero continuar com isso... Você sabe, eu gosto muito de você, a gente se dá super bem, mas, realmente preciso pensar. Tem muita coisa em jogo... Não apenas o que eu sinto por você ou o que você sente por mim.
-Tem muita coisa em jogo? Ou é o Felipe que está em jogo?, Rodrigo retrucou impaciente.
-Você sabe que não é isso, você sabe que o Felipe é meu primo, apenas isso.
-Às vezes não parece...
-Não importa o que parece, importa o que não é! Rodrigo, você sabe muito bem o quanto eu gosto de você, faz 2 anos que a gente está juntos, seu eu quisesse o Felipe, teria ficado com ele.
-Você não teria, não. Sua família nunca iria deixar.
-Se EU quisesse, EU faria eles deixarem. Mas EU não quero. EU sempre quis você, mas realmente, não está dando mais,Rô. Só quero um tempo para pensar...
-Você tem todo o tempo do mundo, Lisa. Preciso ir embora, meu pai chegou.
-Mas Rodrigo, espera, eu não quero que isso seja mal interpretado por você... Eu quero que você leve esse tempo na boa.
-Nenhum término é levado "na boa", Lisa... Ninguém sabe como fazer isso.
E assim, Rodrigo entrou no carro do pai. Lisa ficou sentada no banco da praça em frente ao colégio onde estavam, imóvel. "Porque nenhum término é levado na boa? Isso realmente é um término?".

FIM DA PARTE I

PARTE II
Blogger Template Mais Template - Author: Papo De Garota