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quarta-feira, 19 de março de 2014

Ao mestre, com carinho

Boa tarde, leitores!
Bom, confesso que eu tinha uma resenha pronta para hoje, mas assisti a um filme ontem (que vocês já devem imaginar qual é) e fiquei com muita vontade de falar sobre ele na minha coluna.


“Ao mestre, com carinho” (To sir, with love) é um filme inglês de 1967, dirigido por James Clavell. O filme chamou muito a atenção das pessoas na época de seu lançamento, justamente por tratar de problemas relacionados a adolescentes desajustados, à escola e ao preconceito racial. Ganhou diversos prêmios como Laurel Awards e Grammy.


O longa começa com Mr. Thackeray (Sidney Poitier), nosso protagonista, indo a uma escola localizada no subúrbio de Londres, para confirmar sua vaga como professor. Ao chegar, ele examina a área e encontra um garoto muito jovem fumando do lado de fora da escola (enquanto já deveria estar em sala), o garoto pergunta, de forma agressiva e mal educada, o que Mr. Thackeray deseja.  Depois de uma breve introdução de um professor mal humorado, o futuro professor encontra o diretor (Edward Burnham), é nesse momento que descobrimos que, na verdade, Thackeray é um engenheiro que, por não conseguir emprego em sua área, decide lecionar temporariamente.
No dia seguinte, a tensão começa. O novo professor passa conhecer a turma pela qual é responsável e seus alunos não parecem interessados em nada, mesmo que estejam para se formar. Na verdade, o único interesse que eles têm é o de infernizar a vida do novo professor.


Durante os intervalos, os professores se reúnem para tomar chá, ler jornal e conversar. O professor mal humorado, Mr. Weston (Geoffrey Bayldon), se mostra realmente desesperançado em relação ao comportamento dos alunos e fala com ironia sobre eles, espalhando uma energia negativa no ar. Vemos que o diretor também não vê soluções para o suposto problema, porém a professora de finanças caseiras, Head Evans (Faith Brook), gosta muito de seu trabalho e de seus alunos e a professora novata, Gillian Blanchard (Suzy Kendall), que, assim como Thackeray, nunca lecionou antes, está animada, mesmo expressando medo em relação aos alunos.
Alguns dias passam e, finalmente, os alunos conseguem tirar Thackeray do sério. Ele desabafa, com raiva, para M. Blanchard,e, nesse momento, ele descobre uma forma de reverter a situação. Ele volta à sala, joga os livros na lixeira e fala para os alunos que, a partir daquele momento, eles seriam tratados como adultos e os assuntos dados em sala seriam escolhidos por eles.
Logo, os resultados começam a aparecer, os alunos começaram a se comportar muito bem, foram permitidos a fazer excursões semanalmente e a pensar no futuro. Thackeray passa a lidar com os conflitos presentes na vida dos alunos, com destaque aos problemas familiares, que são diversos, como divórcio dos pais, a gravidez da mãe, sobrando para filha cuidar dos irmãos, a doença e morte da mãe de um dos meninos, etc.


“Ao mestre, com carinho” é um filme antigo, mas os problemas retrados ainda estão presentes nas escolas. O longa discute sobre o abuso da autoridade do professor, o desânimo de alguns profissionais, preconceito racial (o professor protagonista é negro e um dos alunos também, fazendo com que, inevitavelmente, esse assunto surja durante o enredo), a vida pessoal dos alunos e a questão do respeito (o filme mostra que respeito deve ser algo conquistado, não imposto).

Realmente achei o filme bastante interessante e muito emocionante. Mas há um ponto que não sai da minha cabeça: até que ponto o filme é realista e a partir de quando ele se torna fantasioso? O sonho de um futuro educador é fazer com que os alunos se interessem em aprender, mas transformar uma sala inteira e que já está pronta para sair da escola é possível? É um filme, lógico, mas acho que são pontos interessantes para serem discutidos, além dos outros destacados.

É isso! Espero que tenham gostado da resenha e que, se ainda não assistiram ao filme, assistam, vale muito a pena!
Até a próxima e boa semana :D

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Série: My Mad Fat Diary


Antes de começar a falar um pouco sobre essa série, gostaria que vocês ouvissem essa música enquanto leem para entrar no clima. Se chama Champagne Supernova e é de 1996, da banda Oasis.


Rae Earl tem 16 anos, problemas de obesidade e autoestima e passa um tempo em uma clínica psiquiátrica depois de fazer uma besteira consigo mesma. Ela tem um ótimo senso de humor, um bom gosto musical e compartilha sua vida em seu elaborado diário. Segredos, problemas com garotos, sexualidade, preconceitos, desejos secretos e fantasias, são alguns dos assuntos abordados em seu fiel companheiro.


A adolescente mora com a mãe em Stamford, Lincolnshire e o relacionamento delas envolve algumas discussões, brigas e mágoas. Coisas ruins são ditas em momentos de raiva e atitudes não pensadas que magoam profundamente são tomadas. Porém, é nítido o amor e o carinho que uma tem pela outra. 

Acompanhar Rae em suas descobertas, medos e crescimento é algo fascinante. Me vi em algumas das situações que ela passa e me identifiquei com a personagem. Ela tenta ser aceita e fazer amigos e pela primeira vez consegue fazer parte de um grupo quando reencontra Chloe, sua amiga de infância. Com todos os seus problemas, ela faz o máximo para tentar ser normal e poder conseguir tudo que uma adolescente de sua idade pode querer.

Baseada no livro "My Fat, Mad Teenage Diary", a dramédia britânica se passa na década de 90, tem uma excelente trilha sonora - a música que eu selecionei é apenas um exemplo dessa qualidade - e estreou em janeiro de 2013 no canal E4. São 6 episódios de 40 e poucos minutos, algo para se ver em "uma sentada só" para os acostumados. Aliás, terminei de rever hoje de madrugada, algo que nunca tinha feito com outra série antes. E foi justamente ontem também que a 2ª temporada começou.

Os atores são ótimos e você se vê apegado rapidamente aos personagens. Todos possuem medos, inseguranças e problemas e alguns conseguem esconder melhor que outros, mas no fundo, são todos frágeis. Também conseguimos amá-los e odiá-los no mesmo episódio, ninguém é só bonzinho ou só mal, há qualidades e defeitos a serem visto.

Os efeitos visuais são outro ponto forte. A tela por muitas vezes se torna o diário de Rae e anotações, listas e desenhos são escritos nela, para acompanhar seus pensamentos e raciocínio.





Fonte
Como qualquer um, Rae faz besteiras e magoa as pessoas ao seu redor, mas acompanhamos sua evolução, seu crescimento e sua descoberta de que sim, ela é uma pessoa linda que pode ser amada, que pode ter bons amigos, uma família e ser feliz.


Ps: A série possui palavrões e fala abertamente sobre sexo, então se você possui restrições quanto a isso, já deixo avisado ;D 



Fonte
Blogger Template Mais Template - Author: Papo De Garota