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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Filme: Tokyo Godfathers




Título original: Tokyo Godfathers
Lançamento: 2003
Direção: Satoshi Kon e Shôgo Furuya
Elenco: Yoshiaki Umegaki, 
Toru Emori, Kyôko Terase, 
Hiroya Ishimaru , Aya Okamoto
Duração: 92 min
Gênero: Animação/Aventura/
Comédia/Drama
País de Origem: Japão
Filmow
Sinopse: Hana uma ex-drag queen, Gin um antigo ciclista alcoólatra e Miyuki, uma adolescente fugitiva, são três sem-teto que em sua tumultuada existência encontram um bebê abandonado no dia de natal. Os três resolvem então peregrinar em busca da solução do mistério e encontrar os pais da criança antes da chegada do ano novo. Durante a busca, deparam-se com fatos ocultos sobre o passado que são forçados à confrontar, ao mesmo tempo que aprendem a enfrentar o futuro juntos. Fonte  
O que se passa na cabeça de uma mãe/pai para abandonar o próprio filho? É esse questionamento que Hana, Gin e Miyuki fazem ao encontrarem um bebê na noite de Natal. Eles são moradores de rua e vivem juntos como uma "família" já que um cuida do outro e de uma forma ou de outra, se gostam muito.

Hana é um travesti e por isso não pode ser mãe, seu grande sonho. Quando encontra a criança, entende que ela veio como um presente. Mas o que ela poderia oferecer como uma moradora de rua? Então para que a criança não tenha que sofrer em lares de adoção sem uma lembrança boa da sua infância, Hana, Gin e Miyuki decidem irem atrás dos pais para saberem o motivo de terem feito isso e com a esperança de que eles estejam arrependidos.

Fonte
Noite de Natal, uma criança abandonada, um travesti, um ex-alcoólatra e uma adolescente que fugiu de casa, receita perfeita para risos e choros.

Os personagens são muito bem construídos e conseguimos nos sensibilizar muito com eles e seus problemas. Cada um possui um motivo diferente para estar onde está e carregam um grande peso nas costas por erros do passado. Talvez seja isso que os una, essa dor que tentam esconder e que acaba ficando presa no interior de cada um.

Eles são irônicos, grosseiros e vivem brigando, mas quando um precisa, os outros dois estão prontos para defender e ajudar. É uma história muito divertida, com sua carga de drama na medida correta - sim, talvez faça você chorar.

Dando uma pesquisada sobre o filme eu descobri que o diretor dele,  Satoshi Kon, que só dirigia filmes que ele mesmo tivesse criado, foi muito aclamado pela crítica e possui muitos fãs de suas obras. Em sua biografia consta mais 6 animações, todas com muitos elogios, mas infelizmente ele morreu em 2010 com 46 anos.

É uma linda história, com uma bela lição no final. A única coisa que eu não gostei foi da história de Miyuki e o seu motivo fútil de fazer o que fez, mas isso é algo pequeno, não fez com que eu tirasse alguma das 5 estrelas merecidas da animação.


Nota: 
Fonte
*Post publicado originalmente em stonesandmilk.blogspot.com

quarta-feira, 13 de março de 2013

Livro: Jogos Vorazes - Suzanne Collins

Jogos VorazesOriginal: The Hunger Games
Autor: Suzanne Collins
Editora: Rocco - Jovens Leitores
Gênero:Romance/Distopia/Aventura/Sci-Fi/Y.A/Literatura Internacional
Páginas: 108
Ano: 2004/2008
Skoob
Sinopse: Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?  (www.skoob.com.br)



Imaginem só: Lutar pela própria vida em uma espécie de arena para divertir outras pessoas. É isso que Katniss precisa enfrentar ao entrar nos Jogos Vorazes. Ninguém possui escolha. Isso é o aviso de que a Capital domina a todos.

A América do Norte foi destruída e em seu lugar, Panem surgiu. Ela é dividida em 13 distritos, mais a Capital. Cada distrito é responsável por um tipo de produção, como a agricultura (11) e o carvão (12), menos o distrito 13, que não existe mais desde a rebelião. Depois disso os Jogos Vorazes foram o lembrete de que isso não deve ocorrer novamente. Um menino e uma menina entre 12 e 18 anos de cada distrito são escolhidos para participar dos Jogos. Eles são levados para Capital preparados e levados a arena. O objetivo é simples: ser o último sobrevivente, não importa como isso ocorra.

“- Senhoras e senhores, está aberta a septuagésima quarta edição dos Jogos Vorazes!”

Eu sempre tento não criar muitas expectativas sobre os livros que ouço falar bastante. Mas não me contive e quando comecei a ler as primeiras páginas, eu já estava segurando o ar. Foram noites em claro, mal entrei na Internet, não assistia meus seriados e nem meus filmes, muito menos assistia TV. Em menos de uma semana li a Trilogia inteira e não pude me conter. Só não assisti ao filme ainda porque não queria que minha resenha sofresse alguma interferência. Então depois conto minha opinião sobre ele e se foi uma boa adaptação cinematográfica.

O livro como vocês podem perceber, me fascinou bastante. Ele é contado em primeira pessoa pela própria Katniss, uma jovem que sustenta a família depois que perdeu o pai. Ela tem uma irmã mais nova, Prim e faz de tudo para protege-lá. O que mais gosto em leituras assim é que você sabe apenas a personagem sabe. O resto você especula junto com ela e tenta imaginar o que os outros personagens pensam ou escondem dela.

Cada final de capítulo é uma novidade, algo novo, perigoso, uma surpresa que faz você ficar nervoso e querer respostas. Por isso se torna quase impossível a tarefa de fechar o livro sem terminá-lo. Você faz as outras atividades como comer, tomar banho, trabalhar e etc, pensando no que irá ocorrer. Quem será o próximo a morrer, como afinal vai acabar tudo isso. Eu realmente não estava preparada para esse efeito que o livro teria em mim.

Só fiquei um pouco abismada com alguns erros que encontrei no livro, como uma mochila amarela que no decorrer virou laranja e essa frase com repetição de palavras: “ Mais ou menos uns doze tributos estão no chifre, atacando uns aos outros com selvageria no chifre”. Eu sei, são coisas bobas, mas pelo sucesso do livro, a revisão precisava pelo menos ser rígida.

Tenho certeza que de maneira nenhuma eu sobreviveria a uma situação dessas, mas não posso negar que os livros me deram uma enorme vontade de aprender usar um arco e flecha, subir em árvores e etc. Engraçado não. Recomendo muito! Nem vou falar muito sobre a história, porque ler o livro sem muitas informações é muito melhor.

Eu ganhei a trilogia no meu aniversário em julho. Obrigada Fabricio, Guilherme e Mayara, meus melhores amigos que deram o boxe!



Andressa Leite @stonesandmilk

quarta-feira, 6 de março de 2013

Minissérie: A Young Doctor's Notebook




Sinopse: Lendo seu antigo caderno de anotações o médico Vladimir Bomgard (Jon Hamm) relembra sua juventude quando, com 25 anos, chega na cidade rural de Muryovo para exercer sua profissão. Assim, ele retorna a 1917, nas vésperas da revolução russa, onde encontra a si mesmo (Daniel Radcliffe), um jovem recém-formado, um dos primeiros da classe (diga-se de passagem).
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Desde que os filmes do Harry Potter, assim como os seus livros foram concluídos, eu e milhões de fãs ficamos de certa forma órfãos. Afinal, foram anos acompanhando as histórias de J.K.Rowling e os filmes e crescemos com os atores que a cada ano mudavam e se desenvolviam, assim como nós. E é interessante acompanharmos a carreira deles, pois nos afeiçoamos e nos sentimos bem próximos. Pórem, temos que lembrar que eles não são os personagens, muitos são mesmo bem diferentes deles e partilham de outros princípios até.

E pensando assim que eu faço o possível para acompanhar todos os trabalhos desses atores que eu gosto tanto. Daniel Radcliffe, por exemplo, chegou a fazer alguns trabalhos diferentes durante as produções de Harry Potter, como My Boy Jack, um filme para TV de 2007 e December Boys, filme estreado no mesmo ano. E há também The Woman in Black do começo do ano passado, que eu ainda não consegui assistir.

No final do ano passado ele estreou a minissérie A Young Doctor’s Notebooks, onde interpreta a versão mais jovem de um Doutor, que anos depois de uma experiência inusitada em uma vila afastada da Rússia em uma clínica, remoei as memórias através de diários, cadernos onde relatou suas experiências. Baseada em uma coleção de pequenos contos do escritor russo Mikhail Bulgakov, é uma produção britânica exibida na Rússia pelo canal SkyArts 1. Ela é dividida em 4 partes, e se inicia e termina com o tempo presente do Doutor e ao longo do episódio mostra o que ele viveu no passado. O interessante é que o Doutor do passado e o do presente se encontram e se confrontam sobre diversos assuntos, desde a escolha em salvar uma paciente quase morta a questões mais sombrias como futuros vícios que podem decidir o futuro dele.

Um dos problemas que em muitas entrevistas com os atores nos observamos, é o problema de ser marcado com um único personagem. É claro que Daniel sempre será Harry Potter, mas o ator mostra que ele consegue sim interpretar e incorporar perfeitamente um personagem diferente, sem vincular ao que é marcado.
Durante todo a minissérie eu esqueci de Harry, quem estava lá era um médico jovem e atrapalhado, o primeiro de sua sala, que tem seus sonhos afundados pela sofrida realidade que enfrenta, que percebe que ler todos os livros nem sempre ajuda na prática.
Também destaco a excelente atuação de Jon Hamm, a estrela de Mad Men, que conseguiu me divertir e me agonizar com sua performace.

Vi no orangotag – a rede social que marcamos os seriados que vemos – que algumas pessoas não gostaram do final. Eu acho que o final foi bom sim, mas triste. É daqueles que não acabam com um grosseiro ponto final, mas sim que dá a liberdade para imaginarmos o depois, tirarmos nossas próprias conclusões sobre o que vimos, mesmo que for algo doloroso.

Super recomendo! Além do sotaque britânico gostoso de ouvir, ela nos surpreende bastante. De inicio pensei ser algo como uma comédia e com o passar percebemos o drama envolto nela, é praticamente uma dramédia. Mas um aviso para pessoas de estomago fraco: há cenas mais fortes, como sangue jorrando e outros casos que podemos observar em um hospital. Uma pena ele ser tão curto! Os episódios são de 20 e pouco minutos, o que não deixa cansativo, mais poderiam ser mais, ter uma segunda temporada quem sabe!
Até mais =D.



Andressa Leite @stonesandmilk

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Minissérie: A Mother's Son

Olá pessoal como vocês vão?  Hoje vim falar de uma minissérie da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte: A Mother's Son. Acho que ela é pouco conhecida por aqui, estreou em setembro desse ano e foi dividida em dois episódios. 


Rosie é uma mulher divorciada, mãe de dois adolescentes, Jamie e Olivia. Eles vivem junto com Ben, o novo marido dela que também é pai de dois adolescentes. A família até convive bem, mas possui alguns problemas de relacionamento, nada muito grave, até que uma adolescente é encontrada morta e Rosie começa a encontrar pistas do assassinato que mostram que seu filho é o culpado. Ela fica desesperada e começa a investigar a fundo tudo isso.


Imaginem passar por uma situação dessa? Em quem confiar? Confrontar o filho ou não?
Essa minissérie dramática me pegou. Eu não tinha a mínima intenção de assisti-la, mas algo me chamou a atenção. E ainda bem que eu fiz isso. Ela te prende de uma maneira muito boa e o final te surpreende, eu realmente não esperava o desfecho que teve. É para refletir mesmo, pois nenhum pai quer se encontrar nessa situação, você cria uma criança para que ela se torne uma boa pessoa, e quando ela desvia desse caminho, os pais são os que sofrem.
Dá muita agonia ver Rosie daquele jeito por causa da suspeita sobre seu próprio filho. Ela passa a vasculhar suas coisas e até conta com o pai para segui-lo, tudo para provar que ele é inocente. E o pior que toda essa situação acaba colocando seu segundo casamento em risco, já que o seu atual marido enxerga de outra maneira toda essa situação. 
A minissérie conta com paisagens lindas, típicas do país e o elenco, desconhecido por mim, foi muito bem também.
E vocês, acham que ele é ou não o assassino?


                                 Andressa Leite @stonesandmilk
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